Comunidade KGB Team entrevista Song

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O |KGB| mrd entrevistou o jogador brasileiro de Age of Empires I [LGND] blackwoltz, também conhecido como Song. Confira a conversa abaixo.

Song: Fala galera, meu nome é Estevão, vulgo song/blackwoltz, moro no estado de São Paulo, tenho 20 anos, jogo AoE desde 2012, quando eu tinha 11 anos. Minha civilização favorita no jogo é Yamato e sempre gosto de levar o jogo pra idade do ferro e fazer uma quantidade absurda de cavalos arqueiros.

mrd: Song, a comunidade brasileira de Age of Empires I tem crescido e se reorganizado desde o lançamento da versão definitiva. De lá para cá, vários torneios e showmatches ocorreram e, ao longo desse tempo, você veio cada vez mais sendo apontado como um dos grandes jogadores do cenário. Indicativos disso, por exemplo, foi você ter sido campeão nos últimos dois campeonatos brasileiros, inclusive quando tivemos grandes jogadores de fora do país participando como convidados. Para você, o que te torna diferente de outros jogadores brasileiros durante o jogo? Qual sua habilidade que faz de você o campeão, na sua opinião?
Song: Acho que o que me diferenciou dos outros jogadores nos torneios foi a capacidade de planejar o que iria fazer no jogo antes dele acontecer. Sempre quando escolhi uma civilização ou mapa durante os jogos, eu já tinha uma estratégia em mente, além disso, a determinação de sempre estar buscando melhorar, sempre revendo os meus próprios VODs, procurando falhas, pensando o que poderia ter sido feito em um jogo perdido para mudar o resultado, e, sobretudo, treinando offline e com outros jogos também. A habilidade que me fez campeão não existe uma só, na realidade é o conjunto de habilidades. Quanto mais versátil um jogador é, mais possibilidade ele tem de ganhar jogos que parecem perdidos.

mrd: Tem alguma partida (ou mais de uma) em específico nesses dois campeonatos que ficou como uma lembrança? Seja uma virada, um jogo difícil, uma vitória ou derrota de muito aprendizado, etc?
Song: Nesses dois campeonatos, praticamente todas as partidas foram um desafio. Houve muitas viradas de mesa, foi emocionante. Mas acho que nos dois campeonatos, as séries que eu perdi foram muito importantes pra eu “acordar” e perceber que precisava mudar algo no meu jogo. Nesse último campeonato, a série contra o time do VerteX foi o que mais me marcou, pois, em teoria, o time dele era extremamente forte e eu não tinha muitas esperanças de passar, mas até por isso que eu resolvi dar tudo de mim. Eu provavelmente iria perder, então meio que todo o nervosismo que podia existir foi embora. Uma virada que foi marcante foi o jogo contra o time do Summers, na final, em planalto, romano contra romano, quando eu olhei as realizações, vi que o Summers tinha uma liderança de aldeões de 30 em relação a mim, o jogo parecia perdido, mas acho que ali usei a característica de nunca desistir, e acabamos virando esse jogo.

mrd: Qual recurso ou quais recursos trazidos pela versão definitiva do jogo você mais gostou, quando comparado com a versão clássica do game?
Song: Os balanceamentos das civilizações é um ponto que eu acho bem interessante, antigamente jogávamos apenas de assírio ou yamato, pois as outras civilizações eram simplesmente inferiores, coisa que não existe na nova versão. Outro ponto que eu gostei demais é a parte de automação do jogo. No Age of Empires clássico, tínhamos que comandar cada aldeão que saía, refazer cada fazenda uma a uma, não existia movimento de ataque, nem ponto de saída para as construções, já no Definitive Edition, tudo isso se torna mais fácil, e o foco vai ser sempre na estratégia.

mrd: Qual seu mapa favorito e por quê?
Song: Meu mapa favorito é continental, primeiramente por causa da abundância de comida, isso possibilita variar as estratégias de acordo com a minha vontade, mas em especial, por ser um mapa pequeno e aberto, e eu ser um jogador que tem como característica um rush forte de machados, isso facilita demais a entrada desse rush.

mrd: Qual o mapa que você menos gosta de jogar e por quê?
Song: O mapa que eu menos gosto de jogar é ilhas, por causa da disparidade de mapas, sempre existe uma ilha com maior quantidade de madeira, e por geralmente o jogo ser definido por briga de barcos, é algo muito desparelho.

mrd: Tem alguma dica para novos jogadores, e para jogadores intermediários?
Song: Acho que o melhor jeito de melhorar é primeiramente aprender algumas receitas, e depois tentar entender elas, além disso, sempre procurar trocar ideia com os jogadores mais antigos, que já passaram por essa fase de aprendizado do jogo. E principalmente analisar seus próprios jogos e erros, tentar melhorar e também sempre tentar inovar, procurar fazer novas estratégias por conta própria e testar nos jogos, sem medo de perder.

mrd: Se você pudesse mudar algo no jogo, o que seria?
Song: Acho que seria bacana um chat geral na área de busca de salas, possibilidade de reconectar quando cair do jogo, e arrumar o bug das unidades agarrando umas nas outras.

mrd: Deixe uma mensagem final para os leitores de nosso site 🙂
Song: Age of Empires é o melhor jogo que eu já joguei, a temática, a dinâmica e a simplicidade é algo que faz o jogo ser extremamente apaixonante. Outro ponto é a comunidade, que apesar de ser pequena, é muito unida. Espero que a comunidade continue a crescer e o nosso jogo continue a crescer e vivo por muito tempo, e seja sempre motivo de boas lembranças.

Comments

  • Maravilha de entrevista! Tem uma característica do song que não foi citado mas que considero ser também uma característica marcante é a velocidade enorme que ele joga, isso ajuda muito na tomada rápida de decisões que ele tem em jogo e a ser efetivo nas ações e reações no micro e no macro game. Parabéns pela entrevista, MRD! GG.

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